Crônicas



  Introdução

Sempre que eu passo nessa aba de crônicas aqui eu penso: "olha, dá pra escrever um livro"... mas quem ia ler isso? Se você tá aqui fuxicando esses pedacinhos de sentimentos meus que acabaram na internet, obrigada! -Aliás, você é bem corajoso (a)- cuidado pra não se perder e volte sempre!

(fotos do tumblr/reprodução)




texto para ser lido pausadamente

foto: tumblr/ clipe robbers - the 1975

Me falou da insegurança uma única vez – ponto fraco até bonito por um ponto de vista – me perguntou do jeito que eu me sentia sobre umas coisas, fez uma revolução que nem Marx ia conseguir, quis se afogar. Dia seguinte se escondeu atrás da própria fechadura e não quis se abrir, fez a música virar um verso daqueles que a gente não presta atenção, e quanto mais longe daquilo melhor;


Eu queria agradecer por amanhecer, mas gostaria que isso adormecesse com o sol, e não renascesse de novo; 

Eu queria que não houvesse medo de descobrir se é só um brotinho ou uma samambaia crescendo dentro de cada um, inclusive de você. Eu estaria orgulhosa se florescesse. Mais que pensa;
Eu queria que você se afogasse. Ninguém aguenta mais cair de cabeça em piscinas vazias de amor e se machucar tanto, ainda por cima ter que procurar socorro, não importa de quem;
Eu queria que você não se afobasse. Por causa do medo que eu tenho de você se ferir com as promessas pontiagudas que fez e não conseguiu cumprir (ainda).


Em todo lugar se lê que a vida é frágil e sempre que possível eu quis lembrar à você que ela pode ser, mas não precisava seguir o mesmo caminho. Não vou usar o verbo no passado porque é presente (só o modo verbal, você em si, nem tanto). Da última vez que eu te lembrei isso me senti mal porque não era você, e aí?

E aí que as relações nos transformam e talvez você não seja tão você, mas tá tudo bem.


O importante é preservar as boas memórias e guardar os aborrecimentos numa caixinha – de preferência enterrá-los – porque ainda exigem sanidade mental da gente.

Pelo mesmo lado que ficou tudo fechado de repente, eu ainda tô aqui com a minha empatia mágica, que não sei da onde tiro, pra viver os lapsos da insanidade mental junto contigo e socorrer as feridas das últimas quedas.


Talvez a música, que agora é só verso, fosse um CD e eu não tivesse percebido, mas ele arranhou (e desculpa, mas não foi por descuido meu).

Se afogar é bom, porque é ruim ficar numa piscina do seu tamanho, e é isso que a expectativa te faz; te priva de nadar.








Conselhos

Assuma que gosta das coisas estranhas, não pense, sem vergonha;
não faz mal tirar um dia pra deixar de estudar, ninguém é de ferro; saia da zona de conforto, existem possibilidades incríveis; vá naquele restaurante que você nunca comeu; sinta-se bonito(a); feche a porta do quarto, ponha uma música e dance loucamente; abrace alguém por aproximadamente 20 segundos; leia aquele último livro da estante da biblioteca que ninguém pega; beba café (se não gostar, beba assim mesmo e faça uma careta); chore no último episódio de How I Met Your Mother/ F.R.I.E.N.D.S; cante no chuveiro bem alto; ajude alguém de algum jeito (não vale escolher a pessoa, hein?); fale com alguém que não tem contato nos últimos anos; ria – de coisas bobas – até a barriga doer.
Qual o sentido de estar vivo sem ao menos se sentir feliz por um dia?


Milena Velloso










Tal do orgulho


A indireta no facebook não vai fazer ninguém voltar, muito menos a do twitter. Não adianta abrir a conversa do whatsapp se não for chamar pra conversar, muito menos se for ler mensagens da época que vocês ainda se falavam. Tá com saudade? Liga, manda 10 mensagens seguidas, faça uma surpresa, mostre interesse. Seja chato(a). Não há nada mais irritante ou vergonhoso que esse tal de "orgulho". 
Já cansei de escutar amigas minhas (amigos também) aderindo à moda... Lembrei de uma conversa de outro dia:
– A gente não se fala há uma semana, nem snap eu recebo mais, deixa pra lá...
Eu: – É sério isso? Você completamente apaixonada por ele, ficaram sério quase um mês, agora é simplesmente "deixa pra lá"?
– Eu que chamei no chat a última vez, se ele quiser alguma coisa, ele que venha atrás...
Como uma pessoa não muito paciente, mas não-instintiva minha primeira reação foi agir normalmente, só respondi um "ah" e fiquei na minha. 
Um dia aleatório – daqueles que os neurônios queimados já esgotaram da cota diária – o assunto me veio na cabeça e acabei percebendo que meu "ah" podia ter sido uma lição de moral (assim como um bendito textão de facebook). 
Até hoje eu tento entender porque privam as demonstrações de afeto, – isso inclui desde declarações de amor até um abraço de bom dia – só peço que as façam. Deixa a pessoa perder a paciência de tanto afogar ela de mensagens fofas, falar "eu te amo" e dizer que tava com saudade... não economize os sorrisos, arrume um tempo pra dizer um "oi", isso não é ser trouxa. Faça alguém sentir o quanto você acha ele incrível sempre que puder, isso é maravilhoso.



Milena Velloso









Muito bem

Nem adianta implorar. Promessinhas de ano novo, procurar cartomante, convocar o buda, dar aquela famosa desculpa do signo... quando é pra acontecer é só aceitar! Fala sério, né? O vento sopra a favor, parece que tudo vira de cabeça pra baixo em menos de um dia, e a gente ainda acha que tá tudo errado. Eu confesso que há um ano eu nem me imaginava do jeito que estou agora, com certeza me via MUITO pior... já deu pra perceber que em 12 meses as consequências dos meus devaneios doidos (e bons) simplesmente aconteceram. Sabe de uma coisa? Tudo bem não estar bem! Relaxa, vai dar tudo certo. Já agradeceu por hoje? Você é incrível e não deixe ninguém te dizer o contrário, de verdade! Pode ser que num piscar de olhos as coisas comecem a desmoronar de novo e vão parecer que nunca voltem a ser como eram antes, mas é só o destino brincando com a gente; e por mais nova que eu seja já aprendi bastante coisa sobre isso. Ah, aliás eu tô me sentindo incrivelmente demais! (ok, provavelmente você não perguntou) mas juro... cada coisa que acontece e me faz tão bem que só me resta agradecer. À quem? Não faz pergunta difícil... pode ser ao buda, à promessinha de ano novo, ao horóscopo... fazer as pazes consigo mesmo e com o universo é definitivamente desafiar as energias negativas (e fazer elas perderem).




Milena Velloso






Chatices


Frio até demais. Cappuccino com canela. Twitter com gente reclamando da vida como sempre. Cansaço psicológico e desejando um chocolate, mas me conformando com a gordura dele ao mesmo tempo. Músicas que eu já enjoei. Fila grande no mercado. "ih esqueci de fazer aquele trabalho". Só ler livros repetitivos. Panetone de frutas. Cansaço psicológico. Dor de cabeça horrível, parecendo que o cérebro vai explodir. Amor não correspondido.
Calor até demais. Frappuccino de banana. Muita notificação de rede social e pouco tempo. Chocolate sem gosto porque é diet. Músicas novas que não têm graça. Ser a última no mercado. Só ler livros muitos diferentes. Comida que não é de Natal. Agitação fora do normal que não deixa ninguém dormir. Insônia. Ficar avoada e nem lembrar que tem um cérebro. Amor não correspondido.




Milena Velloso







 Pior clichê


A tristeza é a coisa mais clichê que existe. É tão incômoda como aquelas tias que comentam na sua foto do facebook o número do whatsapp delas; é tão chata como aquele vizinho que põe uma música alta justamente no dia da sua enxaqueca; é como ir embora sem ter falado um "oi" pro garoto mais bonito da festa. Às vezes vem por besteira, outras com razão, mas não importa a ocasião nem a intensidade, sempre dá pra deixar ela de lado. Uma hora (ou dia) você vai acabar rindo daquela letra ridícula de uma música que você nunca mais tinha escutado; provavelmente vai sorrir por algum comentário legal que fizeram pra você; vai achar graça sem querer na pior piada que já te contaram; ou até mesmo (espero que não) vai acabar levando um tombo na frente de todo mundo, no meio da rua, e rir porque achou graça da situação - ou vergonha, né? - mas isso não importa. Na verdade, se você olhar lá no fundo, vai perceber que aquela sensação horrível já passou. Ou melhor, não olha não! É bem mais legal quando as coisas te surpreendem, é tudo questão de tempo. Tempo é clichê, tristeza mais ainda. Tenho que afirmar que essa crônica também... até mesmo porque se você ler com cuidado, parece que foi tirada de um livro de autoajuda...


Milena Velloso








Palinopsia


Às vezes parece que o tempo passa tão rápido que não dá vontade de fazer nadinha. Injusto. Têm prioridades que claro, sou praticamente obrigada a cumprir (estudar, cuidar de mim, etc etc) e acabo deixando o que eu gosto de fazer pra depois. Tá bom... Clichê né? Todo mundo faz isso. Não tem muita lógica não fazer nada quando não se sobra nem tempo pra fazer o que quer.

Às vezes parece que pensar na vida é bobagem, mas pra mim é mais que isso. É ver quais sentimentos estiveram em mim ultimamente. "Nossa mas você não tá apaixonada nem nada..." . É gente, mas pra estar vivo basta sentir. Pensar na vida também é mais que isso... Dar uma filosofada comigo mesma não tem nada de errado.

Às vezes parece que eu vejo coisas a mais. Não, não é problema de visão e não preciso de um psicológo, é viver de uma forma diferente, enxergar uma felicidade bem pequenininha numa tragédia catastrófica. Talvez até enxergar algo ruim no que consideram perfeito...

Mas a questão é o tempo ainda. Umas horas - olha o trocadilho aí - ele voa, mas em outras demora uma eternidade. Ué, o tempo é eterno? Chega, filosofei demais. Isso fica a critério de cada um.



Milena Velloso

  


Aviso


Cuidado pra não se perder... -não, não por aí - você ainda pertence à você, ninguém se entrega totalmente à alguém. Um dia eu vi uma frase no tumblr que era "como humanos nós destruímos tudo o que tocamos, incluindo uns aos outros", mas será mesmo? Parei pra pensar. É incrível como depois de alguma perda - não importa o sentido agora - a gente se sente absurdamente destruído, parece que um órgão foi arrancado... (De vez em quando até um membro mesmo). Também pude perceber que quando a gente tem algum sentimento e omite, dá aquela sensação corrosiva, por mais que seja lá no fundo do peito. Rá! Achei o erro da frase. Como humanos nós destruímos à nós mesmos, não necessariamente coisas que tocamos ou simplesmente outras pessoas... A destruição começa na gente. (Naquela mentirinha lá no fundo, nas coisas que nos deixam feliz e as mais simples possíveis, e por aí vai...)

Já percebeu se você se destruiu hoje? Muda isso...


Milena Velloso 








      Sem lirismo

       Fiquei bastante sem tempo nos últimos dias. Época de provas nunca me deixa administrar meu tempo corretamente, ainda mais com a quantidade de redes sociais que eu tenho. Fui fazer login no Instagram esses dias e quando fui inserir o nome da minha conta, me veio a opção @poemainverso. Lembrei logo de cara das aquarelas e das canetinhas espalhadas no chão no dia em que criei a conta. Foi um desespero - as pessoas realmente gostaram dos versos - e uma alegria inexplicável que tomavam conta de mim. Senti saudade. Não claro por saber que existiam pessoas que liam sobre meus sentimentos (se fosse por isso, o blog seria só um adicional), mas porque eu realmente gostei de escrever frases simples, não só as mesmas narrativas da aula de produção de texto no colégio. Quis voltar com aquilo tudo. Com um nó na garganta, selecionei a conta e digitei a senha. Havia ganhado uns dez seguidores e nada mais. Não fiquei muito surpresa, aliás faziam duas semanas que não entrava na conta, o que podia esperar? Fiz um teste. Postei um verso e disse que pensei em desistir da conta nas últimas semanas, acrescida de um texto. Passaram-se dois minutos e me deparei com uns quinze comentários desesperados de pessoas que queriam ler meus versos de novo, me impedindo de desativar. Aquela onda de alegria - bem nostálgica pelo visto - e pressa bateu em mim. Era incrível como ainda tinha gente ali, insistindo pra que eu voltasse a escrever, mesmo depois de quase três semanas. Qualquer pessoa que estiver lendo essa crônica pode pensar que é só uma rede social  boba e estou relatando fatos cotidianos por pura falta de criatividade, mas que seja. Aprendi com o tempo (não tanto, ainda sou adolescente no caso) que existem várias e várias formas de perceber o que te faz feliz - não importa o quão pequeno seja, muito menos se é material ou não - e o que vale a pena investir. Pra algumas pessoas, sentimentos são só palavras, e escrita não passa de meras palavras que alguém resolveu jogar no vento; quantas vezes não já escutei: "poesia não é arte". Pena de quem não pratica. Tanto o amor quanto a felicidade ou qualquer coisa de valor sentimental próprio. Essa pessoa com certeza não sabe viver. Resumo da história: voltei com o instagram - não importa quantos leiam ou simplesmente quem - eu gosto dos versos, e vou investir, ainda mais que são o motivo do sorriso de pessoas que fizeram quinze comentários.
                                                                                


                                                                                                                    Milena Velloso

Obs.: O instagram realmente existe, quem quiser passar lá, fique à vontade! :) , os versos estão no @blogvishamiga








                                      Bem acompanhada


         O assunto havia acabado. Eu não diria mais nada até mesmo por causa do nervosismo, não só pela falta de criatividade no momento — confesso que quis muito aquele silêncio— . "Milena, que a poesia sempre te acompanhe". Eu li, olhei pra ele e apenas sorri. Talvez ele escrevesse isso para todas as pessoas, mas me senti especial por um momento. Gostei do que li. Por que não? As aulas de literatura realmente me estimularam a gostar de poemas desde o início do ano — por mais antiquados e "melosos" que fossem —, eles ultimamente me chamaram bastante atenção. Não pelas palavras, e sim pela estrutura. "Milena, o que você tá falando?" provavelmente você deve estar se fazendo essa pergunta neste exato momento. Mas já parou pra pensar? "Um soneto deve apresentar uma estrutura com dois quartetos e dois tercetos." Camões, não me leve à mal; Quintana, não se ofenda... mas isso tem realmente graça? Qual o sentido real do poema ao passar o sentimento sem brincar com as palavras? Ultimamente tenho feito isso, confesso. Um pouco de vergonha ainda toma conta de mim, mas eu realmente me sinto bem quando escrevo, principalmente quando lembro das palavras dele. Quero mesmo que a poesia me acompanhe, e que nunca me falte inspiração.

                                            Milena Velloso







Poeticamente falando


         Segunda-feira passada fui à uma cafeteria aqui perto de casa, na tentativa de conseguir inspirações para escrever uma crônica. Era incrível como minha criatividade tinha fugido num dia tão bonito como aquele... Pedi um frappuccino de doce de leite (como sempre), sentei numa mesa ao canto e tirei o caderno da bolsa, confiante de que escreveria uma das minhas melhores crônicas; ao invés disso só saíram alguns rabiscos e uns versos do 'Eu me chamo Antônio'. Droga. Perdi a paciência comigo mesma e comecei a rabiscar o caderno de novo, mas dessa vez, de propósito. Quando eu parei e reparei realmente na folha, os esboços dos versos meio sem sentido formaram uma poesia. Eu gostei, e muito. Provavelmente não era algo tão bonito ou sentimental que pudesse ser comparado à algo escrito por Pedro Gabriel (muito menos por Camões), mas era bom. Talvez minha falta de criatividade não fosse caso de preocupação naquele momento, mas sim de poesia.

                                                                             Milena Velloso
                   





      Eternamente 


    Ela era do tipo que se apaixonava fácil, por simples olhares, sorrisos e gentilezas. Aceitava qualquer convite para o amor. Vestia-se com a roupa mais bonita — e comprava até algumas novas — e entrava naquele jogo, como se fosse novamente a primeira vez. E ela se lembrava de todas as vezes. Era daquelas que têm o registro de cada suspiro, cada beijo, cada passo dado. E gostava disso. Gostava de viver apaixonada.
  Até que, um dia, ela se encontrou com ele. Que também andava pela vida assim. Apaixonadamente. E não era só nisso que eles se pareciam. Eles também se assemelhavam em seus gostos. Nos sonhos. Nas manias. E foi irresistível. Aquela parte narcisista que todo mundo tem, se manifestou neles com toda força. Encontrar nós mesmos em uma outra pessoa é uma coisa que não pode ser desperdiçada. E eles agarraram a chance e se agarraram com tanta força que pareciam mesmo um só.
   Mas a vida ensina que tudo que vem de surpresa, também vai de surpresa. E foi um susto. De repente, eles já não existiam mais na vida um do outro. Uma dessas fatalidades, em forma de mal-entendido, os separou, deixando novamente a solidão tomando conta daquela parte que todo mundo tem que está sempre esperando para ser preenchida. E eles não se tocaram mais. E não se falaram mais. E tentaram nem se lembrar mais, para que a dor que vinha junto com aquela lembrança parasse de machucar tanto.
   E, assim, passaram-se anos. Eles continuaram vivendo, cada um de um lado, tentando se apaixonar tanto quanto antes. Mas algo estava diferente. Ela não entendia o motivo de não conseguir regular a intensidade das paixões, não sabia o porquê de certos amores acontecerem com mais força do que outros. Não seria tão mais fácil poder escolher gostar menos ou mais de determinada pessoa? Mas não era possível. Ela bem que tentou, mas nunca encontrou alguém que fizesse seu coração bater tão alto (ela podia ouvir mesmo tampando os ouvidos) quanto aquele seu antigo amor.
   Um dia, ela admitiu que já era hora de deixar o orgulho ir embora e passar a limpo aquela história, para poder guardá-la em alguma gaveta e voltar a escrever a sua vida de lápis colorido. Escreveu para ele uma carta:
   “Você me tratava como se eu fosse a princesa de um tempo que não existe mais. Como se eu fosse única nesse mundo. Você fazia com que eu me sentisse especial por se sentir tão especial de estar comigo. Você me tratava como se eu fosse a sua primeira e última namorada. E era exatamente por isso que eu me sentia eterna. Como se a nossa história fosse encantada e não corresse o risco de um dia acabar.”
   O que seria apenas um desabafo, acabou sendo um sinal. Ao terminar de escrever, ela conseguiu entender o porquê daquela paixão ter marcado tanto. Ela não foi feita para ter fim. Ao contrário dos livros com finais felizes, os amores mais bonitos são aqueles que têm finais trágicos. E ela aceitou isso. Poderia agora viver outras histórias, ter outras experiências, voltar a se apaixonar. Ela entendeu que “o amor da nossa vida” não precisa ser o último. Ele pode ser o primeiro. Ou o do meio. É o amor que nunca vai se apagar. Que só de pensar, por mais que o tempo tenha passado, continua acelerando o ritmo cardíaco. É aquele amor que continua acontecendo pra sempre. Ainda que seja na lembrança.

 

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